Olá!
Este é o meu espaço do coração onde vou partilhar com colegas e alunos pensamentos, ideias, recursos sobre a disciplina de EMRC e as mais variadas problemáticas que nos interessam! Começo por me apresentar através de uma entrevista que dei à EDUCRIS à cerca de 2 anos:
Elisabete Maria Batista
Rodrigues, com 32 anos (hoje com 34), casada, mãe de uma menina com 2 ano de idade,e com mais um bebé a caminho,
sou natural
e residente em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Açores. Considero-me uma
pessoa lutadora e simpática. Ao nível profissional, sou muito versátil;
inicialmente licenciei-me em Gestão, pela Universidade Aberta, no entanto, descobri
que o ensino da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) é a
minha verdadeira vocação… Assim surge a minha formação em Ciências Religiosas,
pelo Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro (ISCRA).Desde 2010,
que estou no ensino da disciplina de EMRC, em regime de nomeação pela Diocese
de Angra.
2-Como surgiu a vocação/profissão
de professor de EMRC?
Creio que a vocação de professora
de EMRC já estava em mim, antes de eu me aperceber. Hoje, ao recordar a
pedagogia que utilizava enquanto catequista, desde os 17 anos, o interesse,
empenho e a vivência da fé nos restantes movimentos onde estive e/ou estou
inserida: grupo de jovens, pastoral da juventude, equipa de jovens de Nossa
Senhora e nas equipas de casais, vejo que este caminho influenciou
profundamente a descoberta da EMRC, na minha vida. Esta veio a concretizar-se
mais tarde, quando, e acredito que por sinal de Deus, fui convidada a ingressar
no grupo de professores, da minha ilha. Nessa altura, estava quase a mudar de
ilha e de vida, então entendi logo este acontecimento como um chamamento de
Deus e com o apoio imediato do meu marido e restante família, aceitei sem
pensar muito, pois a vocação implica arriscar…Assim, tornei-me na primeira
leiga mulher, docente de EMRC, na Ilha Terceira.
3-Que “encanto” encontro no ser
docente de EMRC?
O “encanto” de ser missão evangelizadora
da Igreja, que nos permite um contato mais direto e profundo com o aluno, do
que noutras disciplinas, nas quais, essa relação fica muitas vezes “encoberta”
por um programa a cumprir. Na verdade, e não desfazendo a importância dos
conhecimentos científicos das outras disciplinas, a EMRC permite-nos maior liberdade
e criatividade na forma como selecionamos, preparamos, orientamos e
apresentamos os conteúdos, aos alunos. Temos assim ferramentas, que facilitam
podermos tocar no seu íntimo, demonstrando na prática porque devemos seguir o
caminho de Jesus Cristo e abrir-nos à fé, motor da nossa vida. Os portões da
mudança, numa pessoa, só podem ser abertos de dentro para fora.
4- Referir uma experiência
marcante enquanto docente de EMRC.
Quando iniciei esta missão, um
grupo de alunos ofereceu-me um quadro elaborado por eles que dizia: Bem-vinda
Professora! Hoje permanece no meu escritório para que me sinta sempre, bem-vinda
a esta missão, que tantas experiências magníficas me proporcionou e assim continua,
também cresço com elas! Obrigada a Deus e aos meus alunos!
5-Que sonhos alimenta enquanto
docente de EMRC?
O principal é ter sempre alunos para
juntos fazermos caminho, de acordo com os rumos que a disciplina nos oferece,
com vista à fortificação da fé, de geração em geração. Gostava de conseguir ver
nos meus alunos que a mensagem que lhes ensinamos deu frutos em suas vidas,
mesmo que seja mais tarde, quando se inserirem na sociedade adulta.Ao nível
pessoal, acrescento o sonho de conseguir-se ultrapassar as limitações que me
dificultam a profissionalização em serviço, para que me sinta com maiores capacidades,
na minha missão evangelizadora. Acredito que a (in) formação é um “ponto chave”
na EMRC; permite anteciparmo-nos perante as problemáticas do mundo atual dos
nossos alunos… Só assim é que conseguiremos responder às suas necessidades e
ajudá-los a saber encontrar na mensagem de Cristo, as respostas que precisam.