Olá!
Este é o meu espaço do coração onde vou partilhar com colegas e alunos pensamentos, ideias, recursos sobre a disciplina de EMRC e as mais variadas problemáticas que nos interessam! Começo por me apresentar através de uma entrevista que dei à EDUCRIS à cerca de 2 anos:
Elisabete Maria Batista
Rodrigues, com 32 anos (hoje com 34), casada, mãe de uma menina com 2 ano de idade,e com mais um bebé a caminho,
2-Como surgiu a vocação/profissão
de professor de EMRC?
Creio que a vocação de professora
de EMRC já estava em mim, antes de eu me aperceber. Hoje, ao recordar a
pedagogia que utilizava enquanto catequista, desde os 17 anos, o interesse,
empenho e a vivência da fé nos restantes movimentos onde estive e/ou estou
inserida: grupo de jovens, pastoral da juventude, equipa de jovens de Nossa
Senhora e nas equipas de casais, vejo que este caminho influenciou
profundamente a descoberta da EMRC, na minha vida. Esta veio a concretizar-se
mais tarde, quando, e acredito que por sinal de Deus, fui convidada a ingressar
no grupo de professores, da minha ilha. Nessa altura, estava quase a mudar de
ilha e de vida, então entendi logo este acontecimento como um chamamento de
Deus e com o apoio imediato do meu marido e restante família, aceitei sem
pensar muito, pois a vocação implica arriscar…Assim, tornei-me na primeira
leiga mulher, docente de EMRC, na Ilha Terceira.
3-Que “encanto” encontro no ser
docente de EMRC?
O “encanto” de ser missão evangelizadora
da Igreja, que nos permite um contato mais direto e profundo com o aluno, do
que noutras disciplinas, nas quais, essa relação fica muitas vezes “encoberta”
por um programa a cumprir. Na verdade, e não desfazendo a importância dos
conhecimentos científicos das outras disciplinas, a EMRC permite-nos maior liberdade
e criatividade na forma como selecionamos, preparamos, orientamos e
apresentamos os conteúdos, aos alunos. Temos assim ferramentas, que facilitam
podermos tocar no seu íntimo, demonstrando na prática porque devemos seguir o
caminho de Jesus Cristo e abrir-nos à fé, motor da nossa vida. Os portões da
mudança, numa pessoa, só podem ser abertos de dentro para fora.
4- Referir uma experiência
marcante enquanto docente de EMRC.
Quando iniciei esta missão, um
grupo de alunos ofereceu-me um quadro elaborado por eles que dizia: Bem-vinda
Professora! Hoje permanece no meu escritório para que me sinta sempre, bem-vinda
a esta missão, que tantas experiências magníficas me proporcionou e assim continua,
também cresço com elas! Obrigada a Deus e aos meus alunos!
5-Que sonhos alimenta enquanto
docente de EMRC?
O principal é ter sempre alunos para
juntos fazermos caminho, de acordo com os rumos que a disciplina nos oferece,
com vista à fortificação da fé, de geração em geração. Gostava de conseguir ver
nos meus alunos que a mensagem que lhes ensinamos deu frutos em suas vidas,
mesmo que seja mais tarde, quando se inserirem na sociedade adulta.Ao nível
pessoal, acrescento o sonho de conseguir-se ultrapassar as limitações que me
dificultam a profissionalização em serviço, para que me sinta com maiores capacidades,
na minha missão evangelizadora. Acredito que a (in) formação é um “ponto chave”
na EMRC; permite anteciparmo-nos perante as problemáticas do mundo atual dos
nossos alunos… Só assim é que conseguiremos responder às suas necessidades e
ajudá-los a saber encontrar na mensagem de Cristo, as respostas que precisam.

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